sobre as estradas

doces são os meus pés
e o cansaço que os toca
ao passo em que caminham
pegadas fazem minhas botas
longe, todos os caminhos
e não se pode negar
saber caminhar sozinho
sem alguém por quem chegar
triste são as fileiras
de asfalto cruzando o chão
que cobrem toda a terra
maquiando a solidão
dos homens que como eu
cansados de tanto andar
já não sabem mais o gosto
do que é ter seu próprio lar
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