sobre a saudade.

Não lembro a grafia, mas era uma carta
Em um grande salão, com todas as letras
Sobre o que dizia eu creio ser mágoas
As lágrimas vinham em minhas bochechas

Olhava de canto, um pouco cansada
Naquele museu de dores latentes
Ela olhava por todas as abas
De todas as cartas e tantas correntes

Roupas inundavam todo o repertório
De luzes e vidros cobrindo os letreiros
E eu caminhava contra o relógio
E a ansiedade ruindo aos dedos

Depois do silêncio sobraram sorrisos
De todos os dias vieram a dor
E digo, meu Deus, como é difícil
Viver todo dia sem aquele amor

O que era um museu, começou um vicio
A carta de Maria a teu Lampião
Lembrava a letra não o precipício
Que vinha morar no meu coração

Se eu te soubesse, fadado destino
Viver tão tristonha lembrando o sertão
Teria trazido aquele sorriso
E nunca sonhado com a solidão.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s