vida

A vida, pobre, genuína
Única, bel prazer
Faz de todos os viventes
Escravos de seu poder

Recruta e os doutrina
Ensina-os a querer
Uma longa sabatina
Em um longo amanhecer

Se, por hora, cristalina
Logo faz-se escurecer
Há momentos de tormenta
E outros de entardecer

Na beleza de menina
Ela, a vida, vem a ser
A origem da cantiga
Que emana do teu ser

E, ao morrer, tão pequenina,
Velha, fraca, sem saber
Se o que viu foi mesmo vida
Ou a fonte do esquecer

Treme as mãos e beija a morte
Vida que já foi tão forte
Mas ecoa aos sete mares:
“Aqui jaz o meu viver”

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